"Onde está aquela moça? Sim, ela era feliz.
Vivia entre os belos campos, viva.
Liberdade era só o que ela precisa
Futuro?Quem sabe? Passado - não me lembro mais
Alguém sabe cadê aquela moiçola feliz com madeixas escuras que passava semi-nua na minha rua?
Desde que ela sumiu dela mesma, eu me perdi.
É eu me perdi nos meus sonhos, perdi nas esperanças de dias melhores.
Ah, me sinto tão só..e por mais que tenha o mundo todo a viver
Parece-me que tudo o que me resta é essa noite, escura, insalubre..que mata qualquer alma viva de dezenove anos."
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio, pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)
Bandeira - Zeca Baleiro.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
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